domingo, 11 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

EMTU/SP prepara licitações e realiza audiências públicas para apresentar características do sistema VLT

02/12/2011 - EMTU

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU/SP vai realizar nesta sexta-feira (02/12) duas audiências públicas para apresentar as características gerais das licitações do Sistema Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) que vai operar no trecho prioritário de 15 km do SIM – Sistema Integrado Metropolitano. São 11 km de São Vicente (Barreiros) a Santos (Porto), além da extensão de 4km do Porto a Valongo, em Santos.

Às 10h, no Mendes Plaza Hotel (Rua Floriano Peixoto, 42, Gonzaga) serão apresentados aspectos técnicos do veículo (material rodante): o sistema terá 22 VLTs, cada um deles com capacidade para transportar 400 pessoas por viagem. O veículo tem 44m de comprimento e opera a uma velocidade de 50km/h.

Às 14h, no mesmo local, haverá a apresentação dos Sistemas de Sinalização, Telecomunicações, Auxiliares e de Energia necessários à operação do sistema VLT. Os dois editais têm previsão de publicação até o final de dezembro de 2011.

Trecho prioritário

O SIM tem como objetivo reestruturar o transporte público nas cidades da Região Metropolitana da Baixada (Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Peruíbe, Bertioga, Cubatão, Mongaguá e Itanhaém), com a integração das linhas metropolitanas e municipais, por meio de um sistema tronco-alimentado (linhas operadas com ônibus que alimentam a linha troncal, a ser operada por Veículo Leve Sobre Trilhos - VLT).

Em sua primeira etapa, o projeto envolve a ligação por VLT entre Barreiros, em São Vicente, e o Porto de Santos (Estuário), com uma extensão de 11 km, mais uma extensão de cerca de 4 km até o Valongo, em Santos, totalizando 15 km. O investimento previsto na primeira etapa é de R$ 690 milhões (projetos e infraestrutura do VLT).

Neste trecho prioritário, estão previstos três terminais, duas estações de transferência e 16 paradas (total de 21 estações). O Terminal Porto ficará próximo à futura ligação por túnel entre Santos e Guarujá, a ser construída também pelo Governo do Estado. A previsão é de que sejam transportados no SIM/VLT 220 mil passageiros/dia útil e na linha troncal (VLT) serão 70 mil passageiros/dia útil.

Benefícios ao transporte e ao meio ambiente

A reorganização do transporte metropolitano na RMBS por meio da integração das linhas municipais e metropolitanas à linha troncal do VLT beneficiará os usuários, com viagens mais rápidas no sistema, e também o meio ambiente, que contará com um sistema totalmente limpo, além da redução de ônibus urbanos em circulação

TRANSPORTE

No trecho São Vicente (Barreiros) – Santos (Estuário)

- Redução de 23% na frota de ônibus, que passará de 453 para 352 veículos

- Redução do número de linhas também de 52 para 32.

- Frota do VLT: 22 veículos, com capacidade para 400 passageiros/veículo.

- Redução de tempo gasto com transporte (representando uma economia de até R$ 239 milhões/ano) e integração tarifária.

- Com menos ônibus circulando, a expectativa é de uma economia de aproximadamente R$ 21 milhões/ano em gastos como acidentes e manutenção de viário.

MEIO AMBIENTE

- Redução da emissão de poluentes na atmosfera, representando uma economia de R$ 12 milhões/ano. 

- Redução significativa  do consumo de energia, pois o VLT  consome 2,6 menos energia do que os ônibus e 5,4 menos energia do que os automóveis.

- Revitalização urbana com ganhos diretos e indiretos para a população de toda a Região Metropolitana da Baixada Santista.

Operação do SIM/VLT

A configuração que está sendo estudada pelo governo estadual para viabilizar a operação do SIM/VLT é de uma Parceria Público-Privada (PPP) precedida de obra pública, ou seja, o governo do Estado investe em obras civis, desapropriações, sistema e material rodante (VLT), arrendando a operação para a iniciativa privada, que se comprometerá a expandir o sistema mediante a uma contraprestação paga pelo Estado.

CRONOGRAMA SIM/VLT                                                                             

Contratação Projetos Executivos - trecho Terminal Barreiros e o Terminal Porto.

Publicada a classificação em 29/11/2011

Contratação Projeto Funcional, Básico e Executivo de Trechos Conselheiro Nébias/Valongo, Conselheiro Nébias/Ponta da Praia/Ferry Boat, Barreiros/Samaritá e Samaritá/Terminal Tatico, Pesquisa de Transporte na RMBS, Reorganização do Transporte Metropolitano e Municipal da RMBS.

Publicada a classificação em 01/12/2011

Obtenção da Licença de Instalação para o SIM, trecho Barreiros - Porto.

Publicada a classificação em 26/11/2011

Pré-qualificação de empresas/consórcios com vistas à execução das obras civis para implantação dos Lotes 1 e 2 do trecho prioritário da Rede de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), compreendido entre o Terminal Barreiros no município de São Vicente e o Terminal Porto no município de Santos, incluindo a Extensão Conselheiro Nébias/Valongo, na RMBS.

Publicado Edital 03/12/2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Duas passagens de nível serão contruídas na Baixada Santista

01/12/2011 - Tribuna de Santos

Os desenhos das duas obras já estão em conformidade com o traçado do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT)

Por Fernanda Balbino

Os moradores do Campo Grande e da Pompeia, em Santos, terão novas alternativas de ligação entre os dois bairros. Duas passagens de nível atravessarão a linha férrea paralela à Avenida Francisco Glicério e prometem diminuir o trânsito nas vias arteriais da região.
Em um primeiro trecho, será feita a conexão entre as ruas Visconde de Cairú e Paraíba. Já no outro ponto, a mudança será com as ruas Visconde de Farias e Rio Grande do Norte.

Na primeira intervenção, os veículos farão o trajeto no sentido Pompeia/Campo Grande, seguindo a mesma mão de direção da Rua Paraíba.  Já na segunda, a Rua Visconde de Farias seguirá com mão dupla, dando acesso à Pompeia, onde se une à Rua Rio Grande do Norte, mantendo o sentido único.

Com as obras, a Rua Visconde de Farias, no Campo Grande, se unirá à Rua Paraíba, na Pompeia

De acordo com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Carlos Alberto Tavares Russo, as obras começam até janeiro e devem durar 30 dias em cada trecho. O custo, R$ 30 mil para cada passagem, será viabilizado com recursos e mão de obra municipais.

Os desenhos das duas obras já estão em conformidade com o traçado do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), ou seja, não precisarão ser adaptados quando o novo meio de transporte for implantado na Baixada Santista.

A abertura das passagens de nível é um anseio antigo da população daquela região. Isto porque a interligação entre os bairros Campo Grande e Pompeia é complicada e faz com que os moradores tenham que dar longas voltas para ir de uma rua à outra.

Além disso, são obrigados a utilizar vias de trânsito intenso como os canais 1 e 2, as avenidas Pinheiro Machado e Bernardino de Campos, respectivamente.

Discussão

No último dia 8, uma audiência pública promovida pela Câmara reuniu moradores, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Prefeitura, através das secretarias de Planejamento e Obras e Serviços Públicos. “A população se sente ilhada. Eles falam que existe Santos do lado Trem-Praia, da classe A, e Trem-Centro, da classe B. É em tom de brincadeira, mas eles se sentem prejudicados”.

Segundo Russo, após o evento foram definidas as estratégias da obra. Mas para que seja iniciada, algumas interferências devem ser solucionadas. Árvores e postes de alta tensão deverão ser removidos, assim como pontos referenciais de satélites, que estão localizados em trechos da calçada. A rede de captação de esgoto é outro ponto que será alterado.

“Temos que trabalhar com as concessionárias Sabesp, CPFL e outras secretarias também, mas são coisas que podem ser resolvidas até o final do ano, quando tudo estará pronto para as obras”, destaca.

O zelador Samuel de Souza está otimista com as mudanças. “Isso aqui no horário de pico é um caos. A coisa complica. É melhor sentar e esperar para depois sair”, afirma. Já a dentista Ana Paula Peixoto teme que a Avenida Francisco Glicério seja prejudicada com a intervenção. “Vai ficar um anda e para sem fim. Quem segue pela Glicério vai se prejudicar”, argumenta.

José Menino

Outra passagem de nível será construída, desta vez na região próxima à Gruta Nossa Senhora de Lourdes, no José Menino, próximo à divisa entre Santos e São Vicente.

Atualmente, o trecho, que fica no final das ruas Gaspar Ricardo e Godofredo Fraga, é ponto de encontro para usuários de drogas e desocupados. A intervenção ligará as ruas Gaspar Ricardo e Santa Catarina e eliminará o ponto que hoje é um problema para moradores do bairro.

O VLT também passará por lá. Por isso, a responsabilidade da linha férrea é da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que teve a área cedida pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a implantação do futuro meio de transporte.

O início das obras neste trecho depende do projeto, que está sendo executado pela CET e deve ser entregue até o próximo dia 10. “Vamos fazer uma ponte, com passarela, que passará por cima do canal para que se tenha visibilidade e sejam respeitadas as condições de segurança do local”, afirma Russo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cidades se preparam para receber o VLT de Santos

13/11/2011 - O Estado de São Paulo

A principal aposta para reduzir o trânsito no litoral de São Paulo é a criação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Serão 15 quilômetros, cruzando São Vicente e Santos. A expectativa do governo estadual é criar um sistema metropolitano integrado com os ônibus, para estimular o uso do transporte público. A previsão de conclusão é 2014.

Outra iniciativa é o túnel ligando Santos ao Guarujá. Hoje, a principal ligação entre as duas cidades é feita por meio de balsa. Após diversos projetos e promessas de ligações secas feitos nos últimos 50 anos, agora o governo do Estado quer levar a cabo a construção do túnel e entregá-lo em 2016.

Antes dessas obras, a prefeitura de Santos afirma que vem tomando medidas para mitigar o impacto dos novos empreendimentos. Uma delas foi alterar o Plano Diretor, neste ano. Em 53% das vias, as consideradas mais estreitas, as novas construções serão 30% menores.

O secretário de Planejamento, Bechara Abdalla Pestana Neves, afirma que o número de vagas para veículos dos novos edifícios não é determinante para o crescimento da frota. "Compra-se muito carro porque as linhas de financiamento ofertadas pelo governo federal são extensas, juros baixos, teve a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ninguém compra carro porque tem vaga na garagem", afirma.

Neves critica ainda os prédios antigos de Santos que, com uma ou nenhuma vaga na garagem, obrigam os moradores a deixar seus carros na rua.
A prefeitura de Santos criou ainda corredores de ônibus em três avenidas e promete a instalação de semáforos em tempo real (que mudam conforme o fluxo) na entrada da cidade. Outra aposta é o investimento em ciclovias - a malha tem 20 km.

A prefeitura do Guarujá diz que a cidade não tem congestionamentos fora da temporada e feriados. Destaca a construção de uma avenida perimetral na margem do porto que fica no Guarujá - o que deve diminuir o número de caminhões na Rodovia Cônego Domênico Rangoni. A cidade vai rediscutir seu Plano Diretor no ano que vem.

A prefeitura de Praia Grande afirmou que está em andamento a remodelação da Avenida Ayrton Senna, na entrada da cidade. Serão eliminados os quatro semáforos do local com a construção de dois viadutos. A cidade analisa ainda a adoção de uma lei de polos geradores de tráfego em seu Plano Diretor, o que poderia obrigar construtoras a fazer obras viárias.

As notícias veiculadas acima, na forma de clipping, são acompanhadas dos respectivos créditos quanto ao veículo e ao autor, não sendo de responsabilidade do site Revista Ferroviária.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Compra de trens do VLT de Santos começa em novembro

27/10/2011 - A Tribuna

No final de novembro o Governo do Estado anuncia a empresa responsável pela elaboração do projeto executivo do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista. Ao mesmo tempo, será aberta licitação para a compra de 20 trens que serão utilizados no percurso.

O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) nesta quarta-feira, em Santos, onde ele participou da abertura do 12º Congresso das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), que prossegue até amanhã. “O projeto está caminhando bem”, afirmou.

A entrega de propostas das empresas interessadas em produzir o projeto executivo do VLT ocorreu no dia 29 de setembro. Cinco consórcios estão participando do processo.
“Na primeira quinzena de novembro teremos a pré-qualificação técnica das interessadas”, informou Alckmin. Depois dessa fase, o Governo Estadual avaliará qual das empresas está capacitada e com o menor preço para realizar o trabalho.

“A licitação refere-se ao primeiro trecho do percurso, que vai de Santos a São Vicente”, comentou o governador. “A novidade é que vamos fazer simultaneamente a licitação para adquirir os trens”.

Na primeira abertura de licitação, em fevereiro último, nenhuma empresa se inscreveu.

Com cerca de 11 quilômetros de extensão, o VLT ligará a Esplanada dos Barreiros, em São Vicente, ao Valongo, em Santos. O veículo fará parte do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista.

A conclusão do projeto executivo está prevista para o primeiro semestre do próximo ano. Já as obras deverão ser iniciadas em julho de 2012.

Reforço

O governador disse que na próxima segunda-feira ocorre a formação de 2.136 novos soldados da Polícia Militar (PM). Ele confirmou que desse contingente, 300 oficiais serão destacados para trabalhar na Baixada Santista – prioritariamente em Praia Grande e Guarujá.

“Esses soldados são aumento de efetivo, permanentes. Fora eles, ainda virão os policiais que participarão da Operação Verão, já em dezembro”, comentou Alckmin.

Hospital

O governador reafirmou que o Governo do Estado será parceiro da Prefeitura na recuperação do Hospital dos Estivadores, hoje desativado. “A Saúde é prioridade. Vamos desembolsar R$ 12,5 milhões para ajudar na reforma e compra de equipamentos”.

Questionado sobre prazos para que a verba seja liberada, Alckmin informou que um cronograma de financiamento ainda será elaborado para o repasse do dinheiro.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mais uma etapa do VLT da Baixada Santista

10/10/2011 - Revista Ferroviária

A EMTU recebeu na última quinta-feira (06/10) as propostas para a elaboração dos projetos de mais uma etapa do VLT da Baixada Santista. Foram entregues as propostas para o projeto funcional dos trechos Conselheiro Nébias-Valongo, Conselheiro Nébias-Ponta da Praia-Ferry Boat, Barreiros-Samaritá e Samaritá-Terminal Tatico; para o projeto básico dos trechos Conselheiro Nébias-Valongo, Conselheiro Nébias-Ponta da Praia-Ferry Boat e Barreiros-Samaritá; e para o projeto executivo do trecho Conselheiro Nébias-Valongo.

Três consórcios apresentaram propostas: Projetos SIM RMBS, formado pelas empresas Vetec Engenharia Ltda., Opus Oficina de Projetos Urbanos Ltda. e Pólux Engenharia Ltda; Consórcio Integra Baixada, formado pelas empresas Lenc Laboratório de Engenharia e Consultoria, Hidroconsult Consultoria, Estudos e Projetos, Noronha Engenharia, Tekhnites Consultores Associados e Headwayx Engenharia;  e Consórcio Estudos SIM, formado pelas empresas Setepla Tecnometal Engenharia e Sistran Engenharia.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos vai avaliar os projetos apresentados e até dezembro devem ser anunciados os vencedores. A previsão da EMTU é que os projetos dos trechos estejam prontos no primeiro semestre de 2013.

A primeira etapa do VLT conta com 11 km ligando São Vicente (Barreiros) a Santos (Porto). O projeto faz parte do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista, que abrange todo o sistema de ônibus metropolitano e a construção e operação da primeira etapa do VLT.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

VLT Santos: licitação deve ser definida em novembro

30/09/2011 - Revista Ferroviária

No dia 06 de outubro, a EMTU receberá as propostas para o projeto executivo do trecho Conselheiro Nébias-Valongo, no trecho santista da linha.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) recebeu nesta quinta-feira (29/9) cinco propostas para a elaboração do projeto executivo do trecho Barreiros (São Vicente) – Terminal Porto (Santos), com 11 km, do VLT da Baixada Santista. As propostas passarão por análise técnica de uma comissão da EMTU e o vencedor desta etapa da licitação deve ser conhecido até novembro deste ano. O trecho é considerado prioritário no projeto e corresponde a primeira etapa da licitação.

As propostas foram apresentadas pela Engevix Engenharia e pelos consórcios: Executivo SIM RMBS (Vetec Engenharia,  Opus Oficina de Projetos Urbanos e Pólux Engenharia); Integra Baixada (Lenc Laboratório de Engenharia e Consultoria, Hidroconsult Consultoria, Estudos e Projetos, Noronha Engenharia e Tekhnites Consultores Associados);  MWH Brasil/EBEI/Fernandes/MK (MWH Brasil Engenharia e Projetos, Empresa Brasileira de Engenharia de Infraestrutura, Fernandes Arquitetos Associados  e MK Engenharia e Arquitetura); Projeto VLT ( Setepla Tecnometal Engenharia e Sistran Engenharia).

A previsão da EMTU é que o projeto executivo esteja pronto até o primeiro semestre de 2012 e as obras comecem em junho de 2012. O VLT faz parte do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista, que abrange todo o sistema de ônibus metropolitano e a construção e operação da primeira etapa do VLT.

Fonte: Revista Ferroviária
 

domingo, 18 de setembro de 2011

EMTU/SP realizou Audiência Pública para o Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista – empreendimento VLT

30/08/2011 - EMTU              

O governo do Estado de São Paulo, por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), realiza nesta terça (30/08) audiência pública para o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista.
O SIM tem como objetivo reestruturar o transporte público nas cidades da Região Metropolitana da Baixada (Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Peruíbe, Bertioga, Cubatão, Mongaguá e Itanhaém), com a integração das linhas metropolitanas e municipais, por meio de um sistema tronco-alimentado (linhas operadas com ônibus que alimentam a linha troncal, a ser operada por Veículo Leve Sobre Trilhos - VLT).
Em sua primeira etapa, o projeto envolve a ligação por VLT entre Barreiros, em São Vicente, e o Porto de Santos (Estuário), com uma extensão de 11 km, mais uma extensão de cerca de 4 km até o Valongo, totalizando 15 km. Neste trecho prioritário, estão previstos três terminais, duas estações de transferência e 16 paradas (total de 21 estações). O Terminal Porto ficará próximo à futura ligação por túnel entre Santos e Guarujá, a ser construída também pelo governo do Estado.
A demanda inicial projetada do SIM é de 220 mil passageiros/dia útil; na linha troncal (VLT) serão 70 mil passageiros/dia útil. O investimento previsto na primeira etapa é de R$ 690 milhões (projetos e infraestrutura do VLT).

Benefícios
Segundo os estudos concluídos, a implantação do tronco estruturador em VLT do SIM, proporcionará a racionalização do sistema intermunicipal, com, no mínimo, uma redução de 23% na frota de ônibus, que passará de 453 para 352 veículos. O número de linhas também será reduzido de 52 para 32. Já a frota estimada do VLT será de 20 veículos, com capacidade para 400 passageiros/veículo.
Com menos ônibus circulando, a expectativa é de uma economia de aproximadamente R$ 21 milhões/ano em gastos como acidentes e manutenção de viário. Em nível ambiental, a redução da emissão de poluentes atmosféricos representará uma economia de cerca de R$ 12 milhões/ano. O impacto energético do VLT também é representativo: consome 2,6 menos energia do que os ônibus e 5,4 menos energia do que os automóveis.
Além disso, haverá ganhos diretos e indiretos para a população de toda a Região Metropolitana da Baixada Santista, como revitalização urbanística, redução de tempo gasto com transporte (representando uma economia de até R$ 239 milhões/ano) e integração tarifária.

Nova configuração proposta
A configuração que está sendo estudada pelo governo estadual para viabilizar o SIM é de uma parceria Público-Privada (PPP) precedida de obra pública, ou seja, o governo do Estado investe em obras civis, desapropriações, sistema e material rodante (VLT), arrendando a operação para a iniciativa privada, que se compromete a pagar uma contraprestação vinculada à expansão do sistema.

Cronograma SIM

Projetos

Agosto 2011

- Lançado em 12 de agosto o Edital para contratação do Projeto Executivo do trecho prioritário (Barreiros/Porto - 11km)
- Lançado em 20 de agosto o Edital para contratação do Projeto Básico e Executivo do Trecho Conselheiro Nébias/Valongo (3,9km) e dos demais trechos (Projeto Básico dos trechos Barreiros/Samaritá - 7,4km e Cons. Nébias/Ponta da Praia - 4,4km; Projeto Funcional Samaritá/Terminal Tatico - 7km)

Investimento nessa fase: R$ 30,2 milhões

Execução da Obra

30 Agosto 2011
- Audiência Pública do Empreendimento, com destaque para o trecho prioritário (Barreiros/Porto) que já possui Projeto Básico e Licença Prévia e para o trecho Cons. Nébias/Valongo, ambos como obra pública.

Setembro 2011
- Publicação do Edital de Pré-qualificação Técnica da obra do trecho (Barreiros/Porto)

Dezembro 2011
- Publicação do Edital da Obra (qualificação por preço) do trecho prioritário

Maio 2012
- Contratação da empresa que executará a obra do trecho prioritário

Junho 2012
- Início das obras do trecho prioritário

Junho 2014
- Inauguração da 1ª etapa do trecho prioritário


Licitação da operação do sistema

Março 2012
- Finalização da adequação da modelagem da concessão patrocinada (PPP) precedida de obra pública, visando à concessão da operação do VLT.

Julho 2012
- Apresentação da modelagem final ao Conselho Gestor de PPP

Setembro 2012
- Previsão de lançamento do Edital de Concessão (Início do processo licitatório

terça-feira, 16 de agosto de 2011


 Notícias da Revista Ferroviária

« Voltar
EMTU relança edital do VLT da Baixada Santista

12/08/2011

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) republicou nesta sexta-feira, 12/8, o edital para a contratação da empresa que fará a elaboração dos projetos executivos para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS). A concorrência, do tipo técnica e preço, será para o trecho de 11 km entre o Terminal Barreiros, em São Vicente, e o Terminal Porto, em Santos. O VLT faz parte do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista, que abrange todo o sistema de ônibus metropolitano e a construção e operação da primeira etapa do VLT.

A sessão pública para entrega de documentação e propostas de preços será no dia 29 de setembro, às 10h30, no Auditório da Sede da EMTU/SP, na Rua Quinze de Novembro, 244, 4° andar, São Paulo (SP). O edital está disponível na internet, nos sites www.emtu.sp.gov.br e www.e-negociospublicos.com.br. E também pode ser adquirido no Departamento de Compras e Contratos, no 5º andar da Sede da EMTU/SP, ao custo de R$10,00. Informações através dos telefones (11) 3113-4775, 3113-4771 e 3113-4761 ou e-mail licitacao@emtu.sp.gov.br.

A licitação tinha sido aberta no final do ano passado e foi suspensa, em dezembro do ano passado, após a Viação Piracicabana - concessionária do transporte coletivo na Baixada Santista – obter liminar em mandado de segurança impetrado junto à 7ª Vara da Fazenda Pública do Estado, impedindo a entrega das propostas das empresas interessadas e a sessão pública de abertura dos envelopes. Em fevereiro deste ano, a EMTU declarou a licitação deserta.  E agora a licitação foi lançada novamente.

Clique aqui e leia o edital na íntegra



Clique e acesse com seu usuário para ter todos os recursos

« Voltar


 Notícias Relacionadas
Comissão promete interceder para ter VLT em Cuiabá
VLT de Santos será lançado ainda neste mês
Santos mais preparado para a safra agrícola


 Comentários
12/08/2011 -  Comentário de Santiago Wessner -

Eu não entendo a insistência do governo paulista em delegar este VLT à EMTU, empresa esta que é gestora do modal-ônibus. Nós temos uma grande gestora de transporte ferroviário que é a CPTM, a qual inclusive teve a sua autoridade ampliada para todo o estado de São Paulo.
Porquê então atrelar o VLT santista à EMTU? Qual o motivo lógico para isso, se é que existe?

sábado, 13 de agosto de 2011

Ligando Santos a São Vicente, VLT terá 15 quilômetros de extensão

12/08/2011 - A Tribuna
 

   Informe o seu e-mail:
 











Ligando Santos a São Vicente, VLT terá 15 quilômetros de extensão
Publicado: sábado, 13 de agosto de 2011
A confirmação da obra do VLT ocorre após anos de discussões e polêmicas sobre o tema.


O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) terá 15 quilômetros de extensão, ligando as cidades de Santos e São Vicente. Na tarde desta quinta-feira, durante o evento Agenda Metropolitana, no Mendes Convention Center, o governador Geraldo Alckmin deu mais detalhes sobre o projeto, que inicialmente envolverá as regiões do porto e Valongo, passando pela Ponte dos Barreiros, chegando a São Vicente.

Ainda nesta quinta-feira, Geraldo Alckmin confirmou a construção do túnel ligando Santos e Vicente de Carvalho.

''O edital para o projeto executivo do VLT seria publicado nesta sexta-feira'', disse o governador.

Após a conclusão do projeto executivo, que está prevista para julho de 2012, começam as obras, que devem durar 24 meses. ''O VLT será o elo da região''.

Licitação deserta

A confirmação da obra do VLT ocorre após anos de discussões e polêmicas sobre o tema. Em fevereiro deste ano, após lançamento da licitação, nenhuma empresa apareceu na sede da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, interessada em explorar o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista. A licitação foi declarada deserta. "Para não correr novamente esse risco, o governo fará a obra física", disse Alckmin.

O VLT, nessa primeira etapa, fará o trajeto do Porto ao Valongo. E, para atender a Petrobras e a demanda do pré-sal, do Porto até a Ponte de Barreiros, em São Vicente.

"Depois, pretendemos expandir para Praia Grande e Guarujá". O governador disse que a obra do túnel deve durar três anos e do VLT, um pouco menos. "Nós pretendemos entregar no nosso mandato o VLT operando e o túnel, bem adiantado".

O Veículo Leve fará parte do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), também composto por linhas de ônibus locais e interurbanas. A ganhadora da licitação teria de operar os dois serviços de transporte.

A primeira fase do SIM, entre Santos e São Vicente, tem custo estimado em R$ 700 milhões. Conforme o edital original de concorrência, a concessão dos serviços terá 25 anos de duração, com faturamento previsto de R$ 4,7 bilhões, no período, para a vencedora.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

VLT de Santos será lançado ainda neste mês

08/08/2011 - Revista Ferroviária

O governado de São Paulo, Geraldo Alckmin, irá a Santos nos próximos dias para anunciar uma nova licitação para a construção do VLT da Baixada Santista, que ligará os bairros do Valongo e Samaritá. O projeto está orçado em aproximadamente R$ 800 milhões.

No início de fevereiro a licitação do projeto – com 11 quilômetros de extensão interligando o Porto de Santos (Estuário) a Esplanada dos Barreiros, em São Vicente – não teve nenhum interessado e foi declarada deserta. Agora, com a inclusão de mais 4 quilômetros de extensão até o bairro do Valongo, onde a Petrobras está construindo sua sede administrativa, o governo pretende atrair as empresas para a disputa. A ideia é que a operação seja feita por uma parceria público-privada (PPP), mas se não houver interessados, a CPTM está disposta a operar o sistema.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ABC receberá R$ 5,2 bilhões de Investimento para o Transporte

14/06/2011 - Diário do Grande ABC, Natália Fernandjes

Foto: Marciel Peres

O governador Geraldo Alckmin anunciou, nesta terça-feira (14), investimento na ordem de R$ 6,3 milhões para o ABC, sendo R$ 5,2 bilhões na área de transportes. Além do já anunciado VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), que tem início das obras previsto para o segundo semestre do próximo ano, há projeto para instalação do Expresso ABC - linha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com menos paradas e trajeto mais rápido do que o da Linha 10 Turquesa.

Geraldo Alckmin, governador do Estado, destaca que a mobilidade urbana é desafio no mundo todo. “O único caminho é o transporte coletivo de alta capacidade. É nisso que estamos investindo”, comenta.

O VLT (Linha 18 do Metrô) precisará de investimento de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2,8 bi na primeira fase (ligação da estação Tamanduateí até o Centro de São Bernardo) e R$ 1,2 bi na segunda (ligação do Centro de São Bernardo até a região do Alvarenga). “Nosso gargalo é financeiro, por isso, vamos pleitear R$ 850 milhões do PAC 2, além de financiar R$ 400 milhões pelo BNDES e ter contrapartida de R$ 1,6 bilhões”, explica Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos do Estado. A estimativa é de que o início das obras tenha início no segundo semestre de 2012 e que a primeira fase seja entregue em 2014.

Expresso ABC depende de concessão federal
O Expresso ABC, trem que circulará ao lado da Linha 10 Turquesa da CPTM, prevê diminuir o tempo da viagem em até 35%. Entretanto, para que o projeto de PPP (Parceria Público Privada) saia do papel, será necessário solicitar concessão do terreno localizado ao lado dos trilhos da CPTM junto ao Governo Federal. “Esse processo para concessão não pode durar mais do que um ano, já que este é um projeto para 2014”, comenta o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado.

Diferente dos trens da Linha 10 – Turquesa da CPTM, que percorrem 35 quilômetros com 14 paradas, o Expresso ABC percorrerá 25 quilômetros e fará apenas seis paradas. A expectativa é de que o tempo de viagem caia de 36 para 22 minutos. “Estudos nos mostraram que 80% dos usuários circulam por seis pontos principais: Mauá, Santo André, São Caetano, Tamanduateí, Brás e Luz”, destaca o secretário.

A verba de R$ 1,2 bilhões será utilizada para construção de mais dois trilhos (R$ 824 milhões) e para a modernização das estações (R$ 445 milhões). O Expresso receberá 10 trens e a tarifa cobrada será a mesma da Linha 10.

Outros investimentos
Os investimentos anunciados integram pauta prioritária apresentada pelo Consórcio ao Governo do Estado em março deste ano. Foi anunciado projeto Via Rápida, com início das aulas no segundo semestre. São mil vagas para São Bernardo, 60 para Diadema, 60 para São Caetano e 30 para Rio Grande da serra. Além disso, a Fatec Mauá receberá R$ 5,7 milhões para implantação de 40 vagas no curso de logística.

Ribeirão Pires recebeu R$ 3,2 milhões para construção do Centro de Exposições e revitalização do Hotel Escola e repasse de R$ 11 milhões para prosseguimento da construção do hospital do município. Mauá será beneficiada com R$ 4,5 milhões para o AME (Ambulatório de Especialidades Médicas).

Além disso, R$ 69,1 milhões serão gastos na modernização do corredor ABD e as cidades de Diadema, Ribeirão Pires, Santo André, São Caetano e São Bernardo receberão 9 mil unidades habitacionais.

A integração tarifária por meio do BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano) foi outro assunto discutido. Inicialmente, será feito projeto piloto a partir do próximo dia 27 com ligação da EMTU, CPTM e Metrô. No ABC, será responsabilidade dos municípios realizarem integração das linhas intermunicipais entre si, para depois aderir a integração com a CPTM e Metrô. Já a Metra, empresa que opera os trólebus no corredor ABD, tem até o fim do ano para introduzir o BOM.

Ligação Jacu Pêssego com avenida dos Estados

Foi anunciado ainda as obras de ligação expressa entre as avenidas Jacu Pêssego e dos Estados, trecho de três quilômetros que terá investimento de R$ 84,5 milhões. Faz parte da obra a eliminação da passagem de nível da avenida Rosa Kasinski, na Estação Capuava e a execução de um viaduto de 570 metros e ponte de 160 metros, responsáveis pela eliminação da travessia em nível com a via férrea (cancela) na estação Capuava.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Metrô dá o pontapé inicial para a linha 18, que vai ligar a capital à São Bernardo do Campo

14/06/2011 - Diário do Grande ABC


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve hoje em Santo André para dar o pontapé inicial na construção do Veículo Leve sobre Trilhos no Grande ABC. Alckmin vai anunciar a abertura da licitação para desenvolvimento do projeto executivo do transporte coletivo que ligará a região à Estação Tamanduateí do Metrô, na Capital.

O trajeto estipulado pelo governo do Estado é de 28 quilômetros e partirá, inicialmente, do Centro de São Bernardo, passará pelo bairro Bom Pastor, em Santo André, contornará a Avenida Guido Aliberti, em São Caetano, até chegar à Estação Tamanduateí. O custo desta etapa, que norteará as obras, está estimado em R$ 50 milhões. O montante será dividido em duas partes. A CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), órgão ligado à União, vai despender R$ 27,6 milhões. Os outros R$ 22,4 milhões virão dos cofres do Metrô.

A construção de ligação do Grande ABC à rede de metrôs paulistana foi uma das demandas discutidas entre o Consórcio Intermunicipal e o governo do Estado. A expectativa também é a de que o governador anuncie investimentos na área de Habitação e Saúde, inclusas na pauta de reivindicações da entidade regional entregue ao Estado em março deste ano.

Segundo o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), líder de governo na Assembleia Legislativa, a estimativa do Executivo estadual é finalizar o projeto executivo até o fim deste ano. "O governo do Estado vai contratar a empresa para projetar todo o trajeto e, se tudo der certo, a partir de 2012 começam as obras de construção do VLT", disse.

O prefeito de Diadema e presidente do Consórcio, Mário Reali (PT), disse que o próximo passo será obter recursos a outras obras de mobilidade urbana regional. "Agora precisamos discutir outras intervenções em médio prazo em vias hoje saturadas, além do bilhete único regional."

Antiga Reivindicação

O Grande ABC sempre pediu ligação direta entre a região e o Metrô. Desde o início das atividades do Consórcio Intermunicipal, no início dos anos 1990, o tema era debatido entre os prefeitos. Porém, o projeto nunca avançou em âmbito regional e muito menos junto ao governo do Estado.

As negociações para a criação do VLT ganharam força no começo de 2009, quando São Caetano projetou a construção de linha direta entre a cidade e a rede de metrôs paulistana. A partir de então, o Consórcio tomou esse tema como uma das prioridades regionais.

Em 2010, o prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), tentou mudar o trajeto do VLT ao sugerir que a linha passasse pelo Centro da cidade. O pedido foi analisado pelo governo do Estado, mas não entrou no curso do transporte.

Outra discussão postergada é sobre a expansão do veículo até o bairro do Alvarenga, em São Bernardo. A área deverá ser atendida na segunda etapa deste projeto.

domingo, 1 de maio de 2011

São Paulo perde seu último bonde

01/05/2011 - Folha de Sao Paulo, CRISTINA MORENO DE CASTRO

Bancos originais de 1917, feitos, como as colunas, do resistente pinho de Riga. Teto e assoalho da rara cabreúva. Detalhes em bronze, cobre e latão e pintura original de tom verde-musgo.

Eis o bonde prefixo 38, de 94 anos, o último a circular na cidade de São Paulo.

No final de fevereiro, ele voltou a Santos para ser restaurado e passar a funcionar em sua cidade natal. Lá, ele circulou entre 1917, vindo da Escócia, e 1971.

Na capital, fazia o pequeno trecho entre o Memorial do Imigrante, na zona leste, e a estação de metrô Bresser-Mooca, a 500 metros dali.

Nada a ver com os longos trajetos que os bondes da cidade faziam entre 1900 e 1968, movidos a eletricidade --o 38 tinha sido transplantado com um motor do carro Tempra na primeira restauração por que passou.

Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Em Santos, restauradores trabalham na reforma de bonde que veio de São Paulo
Nos últimos dois anos, depois que um problema mecânico o imobilizou e sua proprietária, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, não conseguiu verba para a manutenção, o tempo passou a ser implacável.

Depois de proporcionar passeios entre 1998 e 2008, viu-se como abrigo de usuários de crack, virou vítima de enchentes constantes, teve baterias e outras peças de pouco valor furtadas, viu cerca de um terço de sua madeira original se depredar.

"Quer preservar um bem histórico? Põe pra funcionar", justifica o diretor-administrativo da ABPF-SP, Carlos Alberto Rollo.

Em Santos, o bonde ganhou um banho de loja, para ser oficialmente apresentado ao povo em um desfile no próximo sábado, que vai comemorar um milhão de passageiros desde que a cidade decidiu criar um museu vivo de bondes, em 2000.

Ele terá de andar rebocado em outro dos cinco bondes que funcionam na cidade, até receber um motor e voltar a funcionar, com 42 lugares. Está cedido em comodato por dez anos, renováveis.

Em seu lugar, em São Paulo, a Secretaria de Estado da Cultura cogita colocar um bonde como "elemento cenográfico" quando o Memorial voltar a funcionar.

domingo, 10 de abril de 2011

Monotrilho do Grande ABC vai custar R$ 3,6 bilhões

08/04/2011 - Diario do Grande ABC

O primeiro passo para chegada do monotrilho ao Grande ABC será dado nos próximos dois meses, quando o governo do Estado publica edital para contratar a empresa responsável pela elaboração do projeto. A informação foi confirmada pelo deputado estadual Orlando Morando (PSDB), que tratou do assunto nesta semana com o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

Segundo o deputado, a primeira parte do traçado vai ser construída no fim de 2012, ao custo de R$ 3,6 bilhões. "O monotrilho para o Grande ABC é prioridade número um em meu mandato", ressaltou o político.

O monotrilho, ou metrô leve, vai ligar a Estação Tamanduateí do Metrô, na Zona Sul de São Paulo, ao Alvarenga, em São Bernardo. Serão cerca de 19 estações. "A primeira parte das obras será o trajeto da (Estação) Tamanduateí do Metrô até o Centro de São Bernardo", informou Mornado.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos confirmou as informações, porém, em nota esclareceu que ainda não existe estimativa sobres os imóveis que serão desapropriados ao longo do percurso.

"A linha vai ter capacidade para transportar aproximadamente 200 mil pessoas por dia, mas, claro, a capacidade vai aumentar gradualmente", falou o tucano.

Saindo da estação do Metrô, o monotrilho segue pela Avenida Presidente Wilson, continua pelas avenidas Guido Aliberti e Lauro Gomes, percorre o caminho do trólebus em São Bernardo e chega ao Alvarenga pela Avenida João Café Filho.

Fonte: Diario do Grande ABC

domingo, 3 de abril de 2011

São Bernardo quer verba do PAC no VLT

22/02/2011 - Diário do Grande ABC

A Prefeitura de São Bernardo quer incluir o projeto do metrô-leve nas verbas repassadas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade Grandes Cidades. A administração quer ligar o bairro do Alvarenga à Estação Tamanduateí do Metrô, na Capital, por meio de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). O traçado passará também por São Caetano.

Anunciado na semana passada pelo Ministério do Planejamento, o PAC destinará até R$ 18 bilhões para investimentos em transporte coletivo em 24 cidades do País, todas com mais de 700 mil habitantes. Na região, a única contemplada será São Bernardo, que poderá receber até R$ 280 milhões.

As cidades envolvidas devem apresentar os projetos até o dia 14 de abril. Apesar do favoritismo do VLT, o secretário municipal de Transportes, Oscar Silveira Campos, ressalta que outras intervenções serão avaliadas antes da escolha final. "Só podemos enviar quatro projetos, portanto, temos que estudar bem para não perdermos investimento", comenta. Campos informa que outros projetos também concorrem à inclusão no PAC, como a construção de três terminais e dez corredores de ônibus. As estações seriam construídas nos bairros Alvarenga, Baeta Neves e Rudge Ramos.

"Fomos orientados pelo ministério a priorizar interligações entre modais, como VLT e ônibus ou metrô", conta o titular da Pasta. A estação Alvarenga faria a conexão entre as linhas municipais e o metrô-leve.

BID

Além da verba do PAC, a Prefeitura deve assinar nas próximas semanas um financiamento no valor de US$ 250 milhões com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Será o segundo contrato firmado entre a administração e o banco na área de transportes. Em 2007 foi assinado contrato, também de US$ 250 milhões, para o programa São Bernardo Moderna.

"Temos cerca de 20 projetos para o BID 2. Se, eventualmente, transferirmos alguns destes para o PAC, criaremos novos planos, já que temos prazo de até seis anos para encerrar o financiamento. No PAC o prazo é menor", pondera o secretário.

Preferência é para corredores exclusivos

O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade Grandes Cidades atenderá apenas demandas relacionadas ao transporte coletivo. Segundo o secretário nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiz Carlos Bueno, a preferência na aprovação de projetos será para os corredores exclusivos para o transporte público, como faixas exclusivas de ônibus e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

"O grande diferencial deste PAC é o investimento em infraestrutura urbana de grande porte, e as vias exclusivas têm papel importante nisso", ressalta. O Ministério do Planejamento estima que o programa atingirá 39% da população brasileira.

Segundo Bueno, a expectativa do governo federal é de que os municípios comecem a receber a verba ainda neste ano. "Se conseguirmos andar rápido". Uma equipe técnica será responsável por responder às dúvidas das cidades.

ERROS FREQUENTES

Bueno conta que entre as principais causas para a rejeição dos projetos apresentados pelas prefeituras está a má compreensão do programa e a inviabilidade técnica ou financeira.
"No ano passado, quando fizemos o PAC da Pavimentação, muitas prefeituras apresentavam projetos que não tinham nada a ver com obras de asfaltamento."

O secretário afirma que, em alguns casos, o projeto é tecnicamente viável, mas a administração municipal não consegue obter recursos para bancá-lo. No PAC Mobilidade Grandes Cidades, dois terços do recurso serão fruto de financiamentos, enquanto a outra parte será repassada pela União.

VLT do ABC terá aporte de R$ 3 bi

24/02/2011 - DCI

O veículo leve sobre trilhos (VLT) que ligará São Paulo a três cidades da região do Grande ABC - São Caetano, Santo André e São Bernardo do Campo - está orçado em R$ 3 bilhões. Os detalhes técnicos do futuro corredor sobre trilhos foram tema discutido por representantes da Prefeitura de Santo André, Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô durante uma reunião nesta quarta-feira.

Cálculos iniciais dão conta que só a ligação ABC-Guarulhos atenderia 450 mil pessoas por dia, em um entorno que abrange cerca de 1,8 milhões de habitantes. A princípio a ligação teria 30 quilômetros de extensão, partindo da região de Bom Sucesso/Cumbica, em Guarulhos, passando por bairros da Zona Leste de São Paulo, integrando com a estação Itaquera - local que deverá abrigar o futuro estádio do Corinthians, que provavelmente sediará a Copa de 2014, além de um shopping center e uma unidade do Poupatempo. A partir daí, o traçado prevê atingir as regiões de Sapopemba, do Oratório, até chegar em Santo André.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, uma boa notícia para os moradores de Santa Teresa: a Secretaria Estadual de Transportes retoma nesta 5ª feira a circulação integral do ramal Dois Irmãos do Bonde. A recuperação do ramal, danificado pelas últimas chuvas, beneficiará mais de 500 pessoas diariamente, as quais moram e trabalham naquela região e em seu todo seu entorno.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Estado quer metrô leve do ABC funcionando até 2014

16/01/2011 - ABC Repórter - George Garcia

CLIQUE PARA AMPLIAR

Estado quer metrô leve do ABC funcionando até 2014

Obras devem começar no próximo ano em parceria de prefeituras com o estado

O secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Jurandir Fernandes, disse que dentro de sete meses a sua pasta irá apresentar o projeto básico para a construção da linha de metrô leve que deve ligar o ABC à estação Tamanduateí do Metrô e trem. Fernandes estima que a obra deve ter início no ano que vem e as primeiras estações devem ser inauguradas em 2014. O pronunciamento de Fernandes foi feito em reunião entre ele e o deputado estadual Alex Manente (PPS) e o prefeito de São Caetano, José Auricchio Jr (PTB).

Obra do metrô leve no ABC terá início no próximo ano, garante secretário

A obra vai ligar a região à estação Tamanduatei do Metrô e CPTM

O deputado estadual Alex Manente (PPS) e o prefeito de São Caetano, José Auricchio Jr (PTB), estiveram nesta quarta-feira com o secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Jurandir Fernandes para discutirem o projeto do Metrô Leve na região do ABC. Segundo Fernandes as obras devem ser iniciadas no ano que vem e a expectativa é de que as primeiras estações sejam inauguradas em 2014. 

Segundo o secretário, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) garantiu empenho no andamento do projeto. "Nossa equipe técnica já estuda o projeto funcional e dentro de sete meses deve apresentar projeto básico do Metrô na região. Respeitando os prazos regimentais, licitações e licenças ambientais, podemos dizer que a obra começa em 2012 e em 2014 teremos trechos concluídos e estações inauguradas." 

Durante a reunião, Jurandir Fernandes anunciou o nome de Sérgio Henrique Passos Avelleda como o novo presidente do Metrô e destacou a importância de contar com os poderes Legislativo e Executivo para facilitar o trabalho da Secretaria. "A presença do deputado e do prefeito é fundamental para que a obra aconteça", afirmou. "O próximo passo, é delinear a engenharia financeira para tornar o projeto viável."

A obra ligará a região do ABC, partindo de São Bernardo e seguindo por São Caetano até a estação Tamanduateí do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Alex Manente destacou que trabalhará para ampliar as discussões entre Estado e o ABC, além de levar à população informações sobre o andamento das obras. "Nossa função é colocar o assunto em pauta. Conversei com o governador sobre nossa urgência e ele demonstrou que está à disposição. Agora, vamos acompanhar cada passo para o início das obras."

O formato do transporte será o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou monotrilho. A obra será realizada pelas prefeituras em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. "O VLT em nossa região é um desejo do governador Geraldo Alckmin, e estamos muitos felizes pelo projeto ser tratado com tanto interesse. Será maravilhoso para a população de São Caetano ter mais esse meio de transporte público, ligando diretamente o município com o Metrô. A reunião foi muito producente, já que aproximou o ABC do novo comando dos transportes estaduais", afirmou Auricchio. "Estamos estudando uma data para que o secretário Jurandir Fernandes e demais autoridades possam ir a São Caetano, onde realizaremos um novo encontro sobre o tema. A Prefeitura está de portas abertas para recebê-los", completou o chefe do Executivo.

São esperados cerca de 30 mil passageiros/hora usando a linha que terá cerca de 15 quilômetros de extensão e diversas estações.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ligação Tamanduateí-Grande ABC entra em pauta

13/01/2011 - Diário do Grande ABC

Em reunião na qual se anunciou o novo presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, fez a previsão de que a ligação da Estação Tamanduateí com o Grande ABC deverá destravar a partir do fim de 2014. Ao lado do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), e do deputado estadual Alex Manente (PPS), que requisitaram a audiência, Jurandir enfatizou a vontade política do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em tornar o projeto, obra executada.

"Tudo leva a crer pelos prazos de hoje que até o fim de 2014 nós tenhamos alguns trechos em operação, pois a ideia é, eventualmente, vir inaugurando algumas estações parciais e fechar até o Ferrazópolis ou Alvarenga (em São Bernardo), que dá uma diferença de cerca de seis quilômetros de uma para outra", detalhou o titular da Pasta de Transportes. Dentro deste prazo, a intervenção entrará em andamento no fim do mandato tucano.

Segundo o secretário, primeiramente serão necessários de dois a três meses para a licitação por conta do prazo regimental, depois cerca de sete meses para o projeto básico em si. Após esse período, a equipe fará contratação, desapropriações e licenças ambientais. "Essa obra física não começa antes de março de 2012."

Jurandir já delegou ao novo comandante do Metrô as atribuições de tocar o projeto. "O Avelleda, que é ex-presidente da CPTM, vai possivelmente ser responsável pela obra. Foi importante essa demonstração de empenho, fundamental para que a intervenção aconteça. O respaldo não é só do Executivo, mas também do Legislativo dentro desse projeto."

O traçado funcional, que já está concluído, servirá para balisamento do contrato seguinte do projeto básico. Sobre os custos da obra, o coordenador de planejamento da secretaria, Renato Viegas, disse que é prematuro estimar valores, porém que devem girar em torno de US$ 60 milhões a US$ 80 milhões se for elevado e a metade disso em termos térreos. "É prognóstico grosseiro, já que depende de muita coisa. Por exemplo, em elevado há economia em desapropriações. A desapropriação social traz algo de negativo."

A obra irá variar de 14 a 20 quilômetros de extensão com distância média de 600 a 1.000 metros de distância média entre paradas e caso seja de média capacidade receberá 30 mil passageiros/hora. "Temos que começar a enxergar a engenharia financeira. O trem de superfície me parece a maior possibilidade segundo nosso planejamento, pois o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é sofisticado e não tão caro. Se for elevado será 2,5 vezes superior. O veículo tem o custo parecido e definiremos em outubro", disse Viegas, sobre a possibilidade de VLT, monotrilho ou BRT (Bus Rapid Transit), sistema de ônibus elevado, além de misto entre fase térrea e elevada.

Ao salientar que São Caetano não consegue arcar com gastos de caráter metropolitano, o chefe do Executivo ouviu pedido do secretário de Transportes. "O prefeito pode me dar alguns terrenos, pois desapropriações já ajudam."

De acordo com Jurandir, a ajuda federal e PPPs (Parcerias Público-Privadas) serão preponderantes ao andamento. "Obviamente necessitamos de duas fontes: União e privado. Vou optar pelas duas."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Correndo contra o tempo

09/01/2011 - O Estado de S.Paulo - Opinião

A extensão das linhas do Metrô para a periferia da capital, que o governador Geraldo Alckmin elegeu como uma das prioridades de sua administração na área de transportes é uma decisão importante, porque corresponde à necessidade cada vez maior de integração dos serviços básicos da região metropolitana de São Paulo, que extrapolam os limites dos municípios que a compõem. Na verdade, eles formaram nas últimas décadas a maior e mais importante concentração urbana do País, na qual os interesses e necessidades de cada unidade já estão tão estreitamente ligados que não podem mais ser considerados isoladamente.

O primeiro dos três projetos que vão dar início à integração na área dos transportes é o da ligação da capital com São Bernardo do Campo por meio de uma linha de metrô, do tipo Veículo Leve sobre Trilho (VLT), de 23 quilômetros, com 18 estações. Ela sairá da Estação Tamanduateí, na Zona Leste, e chegará ao bairro do Alvarenga, em São Bernardo, como quer a prefeitura da cidade, ou até o Paço, como propõe a Companhia do Metrô, passando por São Caetano do Sul. O percurso deverá ser feito em 30 minutos. A linha transportará 300 mil pessoas por dia.

Outro projeto prevê a extensão da Linha 4-Amarela do metrô até Taboão da Serra. Esse trecho vai beneficiar cinco municípios além de Taboão - Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Embu, São Lourenço e Juquitiba - que formam uma das regiões mais pobres da Grande São Paulo. Finalmente, está em estudo a construção de uma ligação ferroviária, por meio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, em regime de Parceria Público-Privada, entre a capital e Guarulhos.

O projeto do VLT para São Bernardo é um exemplo da colaboração que deve existir, acima de diferenças político-partidárias, entre as prefeituras da região e o governo do Estado. Segundo o prefeito Luiz Marinho (PT), o município entrou com R$ 1,3 milhão e conseguiu R$ 27,6 milhões do governo federal para a elaboração do projeto. Ele elogiou a disposição do governador Alckmin (PSDB)de tornar realidade a aspiração do município de uma ligação rápida e confortável com a capital por meio do metrô.

Embora a parte principal do investimento na ampliação metrô vá caber sempre ao Estado, as prefeituras da Grande São Paulo - a exemplo do que já fazem as da capital e de São Bernardo - podem assumir uma parte ainda que modesta do alto custo dessas obras, já que suas cidades são as beneficiárias diretas desse transporte.

Uma colaboração que se deve estender a outras áreas, como saneamento básico, saúde, combate às enchentes e desocupação de áreas de risco. Mas, por maior que possa ser a disposição dos prefeitos e do governo estadual de participar desse esforço comum, só a criação de um arcabouço legal e administrativo capaz de fazer funcionar a região metropolitana, criando obrigações claras para cada uma das partes, assim como mecanismos para resolver conflitos e divergências, dará solução definitiva ao problema.

E essa é uma necessidade cada vez mais urgente. Como mostra um estudo das Nações Unidas divulgado no ano passado - "O Estado das Cidades do Mundo: Unindo o Urbano Dividido" -, o processo de urbanização continua acelerado em todo o mundo, com a formação de enormes concentrações urbanas, que exigem novas instituições e novos métodos de administração. Regiões metropolitanas como a de São Paulo, apesar de seu tamanho, que hoje parece imenso, em pouco tempo serão suplantadas por outras muito maiores.

Já começou a integração da Grande São Paulo com Campinas, que formarão a primeira macrometrópole do Hemisfério Sul, com 65 municípios, 22 milhões de habitantes e uma economia de R$ 475 bilhões. Mais para a frente, São Paulo e Rio formarão gigantesca concentração urbana, que será uma das maiores do mundo, com 40 milhões de habitantes.

Estudos como esse deixam claro que estamos muito atrasados na organização das regiões metropolitanas e, por isso, precisamos correr contra o tempo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Cidades da Grande SP terão transportes ligados ao metrô

06/01/2011 - Portal 2014

Um dos projetos prevê a construção de 18 estações de VLT na região do ABC

Composições da linha-4 estacionadas no pátio do Metrô (crédito: Divulgação)
ampliar

O governo paulista anunciou nesta quinta-feira (6) novos planos para a expansão da rede de metrô de São Paulo para cidades da região metropolitana. Os projetos incluem a construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará a linha 2-verde ao ABC, a extensão da linha 4-amarela até o centro de Taboão da Serra e implantação de um novo ramal ferrometroviário para Guarulhos.

O projeto do VLT prevê 18 estações. No total, serão 23 km entre o bairro Alvarenga, em São Bernardo do Campo, passando por São Caetano do Sul e Santo André, até a Estação Tamanduateí do metrô.

O governo paulista, no entanto, não divulgou a data de início da obra nem o custo das intervenções. O VLT tem apenas projeto básico concluído, bancado pelo governo federal.

Em Taboão da Serra, a estação de metrô já estava prevista no contrato de Parceria Público-Privada (PPP) que deu origem à linha-4. Como no caso do VLT, não há data para o início das intervenções.

Atrasos
Apesar de anunciar a criação de novas estações e linhas do metrô, o governo paulista também anunciou hoje que a abertura de nove estações da linha 4-amarela atrasarão novamente. O governo já divulgou oito datas para o término da primeira fase das obras. As estações Butantã, Pinheiros, República e Luz não têm previsão de término.

Segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, a entrega das obras deve ocorrer até o fim de 2011. Apenas as estações Faria Lima e Paulista estão em funcionamento. Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis, Morumbi e Vila Sônia, que fazem parte da segunda fase da obra, devem ficam prontas em 2012. O governo não especificou o mês de abertura.

Metrô sairá de SP e chegará a Taboão, ABC e Guarulhos

06/01/2011 - O Estado de São Paulo - Eduardo Reina e Renato Machado - 

Gestão Alckmin estabelece extensões como prioridade; VLT para São Bernardo já tem projeto e conta com verbas federais

Uma das prioridades da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para os transportes é expandir a rede de Metrô para fora dos limites da capital. O primeiro projeto a ser implementado é a ligação para a região do ABC em formato de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Outra área beneficiada é Taboão da Serra - que receberá a extensão da Linha 4 - Amarela. Haverá ainda parceria público-privada (PPP) para construir um novo ramal ferrometroviário para Guarulhos.

"O ABC é um dos primeiros assuntos que quero tratar", disse ao Estado o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Em uma semana, ele vai reunir-se com os prefeitos da região para finalizar a discussão do assunto, que já tem o projeto funcional concluído.

Em março de 2010, a prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, entregou à Secretaria dos Transportes Metropolitanos o projeto do metrô leve. É sugerida a ligação do ABC à capital paulista por um trajeto de 23 quilômetros, a ser percorrido em cerca de 30 minutos. O percurso contará com 18 estações, entre o bairro Alvarenga, em São Bernardo, passando por São Caetano do Sul, até a Estação Tamanduateí do Metrô, na zona leste da capital.

"O projeto básico vai definir se o metrô leve vai até o Alvarenga, como entendemos que é o ideal, ou até o Paço, como defende o Metrô. Mas o importante é que o governador Alckmin mostre essa disposição em atender esse direito da nossa região de ter uma ligação direta com o Metrô ", diz o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.

O projeto prevê o transporte de 300 mil pessoas por dia, com capacidade para 20 mil pessoas por hora/sentido nos períodos de pico. "A prefeitura já havia feito a sua parte, custeando o projeto funcional, de R$ 1,3 milhão, e viabilizando com o governo federal recursos da ordem de R$ 27,6 milhões para o projeto básico, a ser realizado pelo Metrô", explica Marinho.

Taboão. O contrato da parceria público-privada (PPP) para a Linha 4-Amarela já prevê a extensão até Taboão da Serra. O trecho vai beneficiar 750 mil moradores em seis municípios: Taboão da Serra, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Embu, São Lourenço e Juquitiba.

"A região sudoeste da Grande São Paulo é a mais pobre, com grande índice de desemprego. O metrô vai ajudar milhares de pessoas que lotam os pontos de ônibus às 4 horas para ir trabalhar em São Paulo", diz o secretário de Transportes de Taboão da Serra, Claudinei Pereira.

Sobre Guarulhos, a atual gestão pretende buscar definições sobre o terceiro terminal de Cumbica para definir o Expresso Aeroporto. No entanto, quer concluir a linha até o município da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "Deve ser uma das primeiras PPPs que faremos", disse Fernandes.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Jurandir Fernandes anuncia ligação Metrô-ABC

05/01/2011 - Diário do Grande ABC

Após participar da primeira reunião ontem do novo secretariado com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o titular da Pasta de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes (PSDB), enfatizou que quer definir "o mais rápido possível" o traçado e modelo de veículo que ligará o Metrô ao Grande ABC por cobrança do comandante do Palácio dos Bandeirantes. Para isso, o tucano avisou que pretende dialogar com os prefeitos e garante que questões partidárias não irão interferir na transação, referindo-se ao chefe do Executivo de São Bernardo, principal articulador para a execução da intervenção.

Para explicar que partido não irá prejudicar no andamento do projeto, Jurandir lembra que possui diversos amigos no PT, até por ter sido um dos fundadores da sigla em Campinas. "Aliás, tinha até esquecido desse detalhe. Fico até feliz de não ter esquecido disso. Estou hoje no PSDB, mas não tem problema, pois o Alckmin já me cobrou desse sistema de média capacidade oriundo de São Bernardo e em Guarulhos. São duas cidades que têm o PT no comando. Acho que ele esqueceu também", brincou.

"Quero conversar com o Marinho, que já mandou até um recado com muita gentileza, querendo conversar. Fiquei muito satisfeito com esse convite e quero entender o processo. Se é monotrilho, elevado, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) sobre a superfície, nada é descartável. Há momentos que têm de ser subterrâneo mesmo, porque a cidade está muito adensada, não vale a pena desapropriar", avisou o secretário.

Sobre a pendência do traçado, Jurandir disse que primeiro precisa saber o que a população quer e o que os governantes da região desejam a partir do projeto. Por conta disso, comunica ainda aos demais prefeitos, principalmente os atrelados à obra, que visa conhecer melhor a intervenção de monotrilho ou de sistema de média capacidade.

"Não é falsa modéstia. Ouvindo se erra menos. O que sei é que há forte vontade política e negociação de que podemos ter recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Seria de tremenda leviandade e incompetência não ir atrás disso, vou dar prioridade a essa discussão com o Marinho. Me preocupo com o tempo em ser ágil na resposta", cita Jurandir.
A Prefeitura de São Bernardo informou que "não medirá esforços para garantir que todo o traçado do Metrô Leve seja contemplado pelo projeto básico a ser licitado, podendo, inclusive, intervir novamente junto ao governo federal".

Segundo o Paço, técnicos do Metrô estão terminando as análises necessárias e revisando o Orçamento para a elaboração do processo licitatório do projeto básico, que já tem verba garantida do governo federal no valor de R$ 27,6 milhões, repassada ao Estado. "Resta agora saber se esse valor será suficiente para custear o projeto em toda sua extensão, ou seja, da Estação Tamanduateí ao bairro Alvarenga", relata o Executivo são-bernardense.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Jurandir diz que Alckmin cobra ligação Metrô-ABC

04/01/2011 - Fábio Martins - Diário do Grande ABC

Após participar da primeira reunião ontem do novo secretariado com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o titular da Pasta de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes (PSDB), enfatizou que quer definir "o mais rápido possível" o traçado e modelo de veículo que ligará o Metrô ao Grande ABC por cobrança do comandante do Palácio dos Bandeirantes. Para isso, o tucano avisou que pretende dialogar com os prefeitos e garante que questões partidárias não irão interferir na transação, referindo-se ao chefe do Executivo de São Bernardo, principal articulador para a execução da intervenção.

Para explicar que partido não irá prejudicar no andamento do projeto, Jurandir lembra que possui diversos amigos no PT, até por ter sido um dos fundadores da sigla em Campinas. "Aliás, tinha até esquecido desse detalhe. Fico até feliz de não ter esquecido disso. Estou hoje no PSDB, mas não tem problema, pois o Alckmin já me cobrou desse sistema de média capacidade oriundo de São Bernardo e em Guarulhos. São duas cidades que têm o PT no comando. Acho que ele esqueceu também", brincou.


"Quero conversar com o Marinho, que já mandou até um recado com muita gentileza, querendo conversar. Fiquei muito satisfeito com esse convite e quero entender o processo. Se é monotrilho, elevado, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) sobre a superfície, nada é descartável. Há momentos que têm de ser subterrâneo mesmo, porque a cidade está muito adensada, não vale a pena desapropriar", avisou o secretário.

Sobre a pendência do traçado, Jurandir disse que primeiro precisa saber o que a população quer e o que os governantes da região desejam a partir do projeto. Por conta disso, comunica ainda aos demais prefeitos, principalmente os atrelados à obra, que visa conhecer melhor a intervenção de monotrilho ou de sistema de média capacidade.

"Não é falsa modéstia. Ouvindo se erra menos. O que sei é que há forte vontade política e negociação de que podemos ter recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Seria de tremenda leviandade e incompetência não ir atrás disso, vou dar prioridade a essa discussão com o Marinho. Me preocupo com o tempo em ser ágil na resposta", cita Jurandir.

A Prefeitura de São Bernardo informou que "não medirá esforços para garantir que todo o traçado do Metrô Leve seja contemplado pelo projeto básico a ser licitado, podendo, inclusive, intervir novamente junto ao governo federal".

Segundo o Paço, técnicos do Metrô estão terminando as análises necessárias e revisando o Orçamento para a elaboração do processo licitatório do projeto básico, que já tem verba garantida do governo federal no valor de R$ 27,6 milhões, repassada ao Estado. "Resta agora saber se esse valor será suficiente para custear o projeto em toda sua extensão, ou seja, da Estação Tamanduateí ao bairro Alvarenga", relata o Executivo são-bernardense.