quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mourão quer acelerar implantação do VLT em Praia Grande

23/05/2017 - A Tribuna

Mobilidade urbana foi um dos temas debatidos em reunião do Condesb

O prefeito de Praia Grande Alberto Mourão propôs para o diretor-presidente  da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Joaquim Lopes da  Silva, inverter as novas fases de implantação do Veículo Leve sobre  Trilhos (VLT) na Baixada Santista e, desta forma, acelerar sua chegada ao  Município. O debate sobre o tema ocorreu na 210ª reunião do Conselho de  Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), nesta terça-feira (23), em Santos. 

A solicitação de Mourão beneficiaria não só Praia Grande, mas também as demais cidades do Litoral Sul. No total, cerca 2,8 milhões passageiros por  mês utilizariam o novo serviço, média de 90 mil por dia. Por conta disso, o prefeito de Peruíbe, Luís Maurício,  sugeriu que um documento seja encaminhado para o Governador do Estado de São Paulo. Os conselheiros do  Condesb aprovaram a proposta do envio do material.

O prefeito de Praia Grande defendeu uma maior percepção metropolitana na tomada de decisões em busca de resolutividade das questões na Baixada Santista. Segundo a programação oficial de implantação do VLT, os trechos seguintes são o que ligam a Avenida Conselheiro Nébias ao Valongo, em  Santos, e, na sequência, da Esplanada dos Barreiros até o Samaritá, em São Vicente.

“Ainda tem R$ 800 milhões de investimento para manter quase o mesmo fluxo de passageiros atual. Acaba que com isso estão deixando 2,8 milhões de pessoas por mês fora da integração do transporte. Mais gente no sistema significa também baixar o custo do subsídio do Estado, assim maior equilíbrio para a operação. Não quero tirar o investimento de local nenhum, apenas inverter o processo. Como já está licenciando a ponte dos Barreiros e as licenças ambientais daquele trecho, a proposta é só agregar os 3,5 quilômetros até o Terminal Tude Bastos. Nada é simples na vida, mas também não é tão impossível se quiser fazer”, comentou Mourão.

Mourão explicou ainda que o Terminal Tude Bastos é referência no sistema de transporte e, por isso, o percurso deve ser direcionado para aquela área reforçando a integração do transporte com o VLT de Santos. “Seria um ligação da ponte dos Barreiros para o Terminal. Naquela região da Cidade já existe uma licença ambiental de um loteamento aprovado para aquele local. Importante destacar que a avenida principal do Sítio do Campo é larga, tem 35 metros, e por isso não necessitaria de desapropriações, reduzindo gastos”.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ajustes e aumento marcam início da primeira fase do VLT

07/02/2017 - Diário do Litoral

Entregue ainda em obras, modal ficará mais caro, mas ainda assim é elogiado pelos usuários

Apesar da entrega, reparos pontuais ainda são feitos; são vedados também os embarques e desembarques na Estação Conselheiro Nébias, que segue em obras
Foto: Matheus Tagé/DL


Após a entrega da primeira fase, há exatamente uma semana, a tarifa do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) ficará mais cara nos próximos dias. Isso porque o Governo do Estado de São Paulo obteve decisão favorável pelo Tribunal de Justiça para reajustar a tarifa dos ônibus intermunicipais.

Ainda não há data para a efetivação do reajuste, mas para checar a eficiência do serviço prestado a reportagem do Diário do Litoral embarcou no modal e acompanhou todo o trecho entregue na primeira fase, que é composta por 15 estações distribuídas em 11,5 quilômetros. Apesar da entrega e do início das operações, reparos pontuais ainda são feitos  durante parte do trajeto. São vedados também os embarques e desembarques na Estação Conselheiro Nébias, segunda a compor o trajeto e que ainda está em obras de adequação, sem catracas.

De acordo com a EMTU, está sendo finalizada a implantação do sistema de segurança no trecho, que entrará em operação até o final de fevereiro.

Debaixo do sol forte de ontem, a balconista Celina Garcia da Silva aguardava com ansiedade a chegada do modal na Estação Porto. Quando o VLT abriu as portas, a sensação foi de alegria e descanso – proporcionado pela quantidade de assentos vazios e pelo ar-condicionado, que embora fraco, refrigerava o ambiente.

“Faço tratamento quimioterápico no Hospital Guilherme Álvaro e o trajeto de ônibus é muito cansativo, principalmente quando saio das sessões. Hoje decidi testar o VLT, mas para minha surpresa a Estação Conselheiro Nébias não está funcionando. Precisei andar até o Porto para pegar”, destacou, acrescentando que tirando o contratempo a viagem foi satisfatória. “Sou de São Paulo e quando cheguei na Baixada senti falta da comodidade e agilidade do metrô. Hoje mesmo, para chegar ao hospital, demorei mais de uma hora de ônibus”. O retorno com o VLT foi feito em 40 minutos.

Tempo

A reportagem fez os trajetos Porto - Barreiros e Barreiros-Porto em 90 minutos. O tempo entre cada parada demora em média de 3 a 5 minutos.

Na viagem sentido Terminal Barreiros, o painel indicador das estações estava desatualizado, apontando como primeira parada após a Estação Porto a Estação Pinheiro Machado.

No trecho de túnel, localizado ao lado da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, foi possível ver dezenas de usuários de drogas e pessoas em situação de rua. O consumo e a venda de entorpecentes acontecem à luz do dia, sem qualquer intervenção ou policiamento.

Questionada sobre a segurança no trecho, a Prefeitura de Santos disse, por meio de nota, que a região é monitorada diariamente pela equipe de rua da Secretaria de Assistência Social há anos. A equipe visita o local pela manhã e a tarde, mas apesar das seguidas tentativas de abordagem, quase todos recusam o contato com os técnicos.

A nota destaca ainda que “por observação do território, sabemos que nem todos são pessoas em situação de rua, existem muitos moradores do entorno que vão na gruta para compra e consumo de drogas no local.  A Guarda Municipal, em apoio à Polícia Militar, executa operações constantes no túnel e região”.

Moradores elogiam serviço e trajeto

Apesar dos problemas pontuais, o veículo foi aprovado pelos usuários ouvidos pela reportagem.

Na visão do aposentado José Domingos de Almeida a operação do VLT facilitou principalmente a vida dos moradores da Avenida Martins Fontes, em São Vicente. A via não possui tráfego de ônibus intermunicipais.      

“Tenho notado que cedinho isso aqui (o VLT)foi a melhor coisa que fizeram para a galera da Vila Margarida”, aponta.

A fala é reforçada pela auxiliar de enfermagem Nilzete Ferreira, moradora da Vila Mateo Bei. “Transporte público aqui era terrível. Ou pegava na Vila Margarida ou precisávamos andar mais de cinco quarteirões para pegar no Beira Mar. Para quem mora nesse pedacinho foi uma benção. Trabalho no Canal 1 e já uso o VLT desde o início das operações. Ele funciona muito bem, até quando chove muito e o trânsito normal complica por causa dos alagamentos”, destaca.

A aposentada Marlene Oliveira endossa o coro, mas faz uma ressalva. “Domingo à tarde, por volta das 18h, estava cheio demais. A galera toda foi para a praia e ficou lotado. O ar não deu conta e os assentos foram tomados sem respeitar os mais velhos. Esse ponto precisa melhorar”, finaliza.

Pleno funcionamento acontecerá em abril

Questionada sobre o pleno funcionamento do modal – que atualmente trafega das 7 às 19h e deverá funcionar das 5h30 às 23h30 – a EMTU destacou que a ampliação do horário e do número de estações atendidas, além da integração tarifária com as linhas municipais de Santos, está prevista para abril de 2017.

A meta é que o veículo transporte diariamente 35 mil usuários no primeiro trecho do empreendimento. Atualmente, são em média 8,5 mil por dia.

A EMTU afirma que a integração tarifária do VLT com 37 linhas intermunicipais já ocorre desde o segundo semestre de 2016. A interligação entre o transporte público municipal de São Vicente com o VLT ainda segue sem prazo para efetivação.

A operação do VLT da Baixada Santista teve início em abril de 2015 (o primeiro prazo era junho de 2014). O trecho completo, que entrou em operação no último dia 31, tinha previsão de entrega em outubro. A obra teve início em maio de 2013.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Integração do VLT com o transporte público entra em vigor só ano que vem

28/11/2016 - A Tribuna

Prometida pra começar até o fim deste ano, a integração do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) com o transporte público municipal de Santos e São Vicente só irá acontecer em 2017. Com isso, já são duas mudanças de prazo. 

Inicialmente, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) anunciou que começaria a integração em outubro. Depois, a companhia mudou o discurso e passou a falar que tudo teria início “até o fim do ano”, sem precisar data. 

Procurada pela Reportagem, a EMTU confirmou novo adiamento na semana passada e disse que a integração com as linhas municipais só será possível após a conclusão das obras do primeiro trecho, ligando o Terminal Barreiros/São Vicente à Estação Porto/Santos, cuja operação comercial está prevista pra começar em janeiro. 

Sobre Santos, a EMTU informou que as “tratativas com o município prosseguem para detalhar o convênio”. Já em relação a São Vicente, a ordem é esperar o novo prefeito tomar as rédeas, no ano que vem. “O sistema municipal está em processo de licitação e haverá mudança administrativa. A EMTU aguardará janeiro para que as tratativas possam ser retomadas”. 

Com a integração, o passageiro poderá passar do VLT para o ônibus (e vice-versa) sem precisar pagar as tarifas cheias dos dois transportes. Ele arcará apenas com a diferença do valor entre as duas passagens. Por enquanto, isso já acontece em 37 linhas de ônibus intermunicipais desde 19 de junho.

Fonte: A Tribuna
Publicada em:: 28/11/2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Santos recebe mais um trem para integrar sistema do VLT

É a 15ª composição, de um total de 22 que circularão entre Santos e São Vicente

01/06/2016 - Tribuna Online

Santos recebeu, na madrugada desta quarta-feira (1), o 15º trem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vai operar no trecho entre o Terminal Porto e o Terminal Barreiros, em São Vicente. A promessa é que até o ano que vem outros sete veículos sejam enviados ao Município, totalizando 22 composições compradas pelo Estado. 

Com capacidade para 400 usuários, o VLT tem 2,65 metros de largura por 44 metros de comprimento e 3,20 metros de altura.

Conforme informações da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), o VLT atende, atualmente, a média diária de 1.750 usuários, das 7h às 19 horas. Os seis veículos que já estão em funcionamento funcionam com intervalo de dez minutos entre as estações Mascarenhas de Moraes, em São Vicente, e Pinheiro Machado, em Santos. 

A promessa é que até 2017 outros sete veículos sejam entregues (Foto: Alexsander Ferraz)

Nove das 15 estações previstas no trecho Barreiros – Porto já recebem o VLT: Mascarenhas de Moraes, São Vicente, Emmerich, Nossa Senhora das Graças, José Monteiro, Itararé e João Ribeiro, em São Vicente; Nossa Senhora de Lourdes e Pinheiro Machado, em Santos. 

Integração com ônibus 

Prevista para ocorrer na segunda quinzena deste mês, a integração do VLT com as linhas de ônibus metropolitanas ainda é um mistério. Isso porque, apesar do sistema entrar em funcionamento ainda este mês, a EMTU ainda não definiu quais linhas estarão integradas ao sistema, nem tampouco qual será o valor cobrado pela tarifa. 

Em nota enviada à Reportagem, a empresa informou apenas que o contrato de concessão com o Consórcio BR Mobilidade, empresa que opera o novo cartão transporte metropolitano da Baixada Santista, já está vigorando desde janeiro. 

O chamado BR Card passará a ser usado, a partir da segunda quinzena de junho, nos coletivos operados pelas empresas Breda, Translitoral, Bertioga e Intersul, no VLT e na integração entre os dois meios de transporte. Nos veículos da Piracicabana, o atual cartão continuará funcionando até 31 de dezembro.

Nova composição do VLT chegou à estação na madrugada desta quarta (Foto: Fernanda Luz) 

Conforme divulgado por A Tribuna, em reportagem publicada no último dia 21, a confecção do BR Card é gratuita, mas, para retirá-lo, o usuário deverá carregá-lo com ao menos duas passagens de valor mínimo, totalizando R$ 7,60. Ou seja, na prática, o usuário terá de pagar pelo cartão.

Para transferir créditos do atual cartão para o novo, será necessário procurar a empresa permissionária, pois, conforme a EMTU, cada uma terá procedimentos próprios.

Quem quiser tirar dúvidas deve entrar em contato pelo telefone 3344-3004, de segunda-feira a sábado, das 7 às 19 horas, ou pelos e-mails sac@viacaobertioga.com.br e sac@translitoral.com.br.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Obra do VLT segue a passos lentos e completa dois anos de atraso

30/05/2016  - Diário do Litoral

A placa instalada em um local estratégico, entre a Avenida Ana Costa  e a Avenida General Francisco Glicério, em Santos, aponta uma data ultrapassada para o término da obra. Anunciada com entusiasmo pelo Governador Geraldo Alckmin em 29 de maio de 2013, a construção da primeira fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) segue a passos lentos na Baixada Santista. A entrega do equipamento está atrasada em 24 meses, o triplo do tempo inicialmente estabelecido para a construção.

Paralisações solicitadas pelo Ministério Público, problemas jurídicos envolvendo o traçado e questões de engenharia foram alguns dos entraves relacionados à obra do Veículo Leve sobre Trilhos. O transporte pretende atender diariamente 150 mil passageiros por dia quando for entregue, em outubro de 2016, última data estipulada pela EMTU para o término das obras.

Paralisações

Os questionamentos do Ministério Público nas obras civis no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre as proximidades do Canal 1 e Avenida Conselheiro Nébias, implicou em atrasos de oito meses para o início das obras no trecho de Santos.

O Gaema, órgão do Ministério Público (MP), também questionou o andamento dos trabalhos no canteiro central, no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre os canais 1 e 3, sob o entendimento que o licenciamento ambiental valeria para a linha férrea. O assunto foi encerrado em última instância jurídica com a constatação de que não houve alteração no projeto.

Outros entraves relacionados às questões de engenharia na construção do Viaduto Antonio Emmerich, em São Vicente, e no Túnel José Menino, em Santos, além de interferências de solo não cadastradas nas Prefeituras de Santos e São Vicente também alteraram o andamento das obras civis.

TCE

Na última quarta-feira (25) uma publicação no Diário Oficial do Estado estipulou o prazo de quinze dias para que a EMTU preste informações e esclarecimentos sobre possível irregularidade na obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em trecho compreendido entre 50 metros antes da Avenida Conselheiro Nébias até o pátio Porto, em Santos.

Entre as possíveis irregularidades apontadas pelo TCE, e não respondidas de forma suficiente pela EMTU, estão os valores orçados para o canteiro de obras, que apresentam diferenças acentuadas entre o orçamento e a contratação (os valores contratados representam 25% do valor orçado); o fornecimento de trilhos, que apresentou cotação de apenas um fornecedor; a aquisição de equipamento de pátio, que totaliza mais de R$ 12,8 milhões e o fato da EMTU não ter apresentado pesquisas e cotações requisitadas (neste quesito a companhia se limitou a responder que o Termo de Referência continha as informações e que se tratando de equipamento metroviário não necessitaria de especificações minuciosas).

Em nota, a EMTU afirma que sempre que questionada, presta todos os esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado. A nova solicitação será respondida dentro do prazo estabelecido pelo órgão.

Valores

As obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) já consumiram R$ 714,1 milhões. Os acréscimos nos valores também foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado.

De acordo com a EMTU, foram empenhados R$ 391 milhões referentes a obras civis de Barreiros, em São Vicente, até a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos; R$ 88 milhões em obras complementares e R$112 milhões a obras civis da Avenida Conselheiro Nébias/Rua Campos Mello, em Santos, até o Pátio Porto.

Além disso, foi necessário aditivo de no contrato de fornecimento dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, semaforização, controle de arrecadação e de passageiros. O valor deste contrato é de R$123,1 milhões.

Segunda fase

Em fase de licenciamento e com ­previsão de abertura de ­licitação no final de setembro, o segundo trecho de obras do VLT deve contar com 13 estações e oito quilômetros de extensão. O traçado original do empreendimento sofreu alterações.

Também devem ocorrer desapropriações. De acordo com o projeto apresentado, as composições passarão por um trecho da Avenida Conselheiro Nébias e por ruas como Campos Mello, Constituição, Luís de Camões, Amador ­Bueno e João Pessoa.

Integração deve começar em junho

O início da integração do VLT com as linhas intermunicipais está previsto para começar no próximo mês de junho, preliminarmente, com 37 linhas gerenciadas pela EMTU/SP e que circulam no raio de 400 metros ao longo da linha do VLT. No primeiro momento a integração será voluntária, ou seja, o usuário poderá optar em continuar a sua viagem na linha de ônibus ou fazer a integração com o VLT.  A integração com as linhas municipais deve ocorrer a partir de dezembro de 2016. A EMTU/SP já iniciou tratativas com as prefeituras de São Vicente e Santos sobre o assunto.

O VLT

A operação do VLT da Baixada Santista teve início em abril de 2015 (o primeiro prazo era junho de 2014) e atualmente das 15 estações previstas no trecho entre Barreiros, em São Vicente, e Porto de Santos, 10 foram entregues e nove já estão em operação em 6,5 km de via que ligam as duas cidades. De acordo com a EMTU, em junho começa a operação comercial da 10ª Estação, a Bernardino de Campos, em Santos. Em outubro todo o trecho de 11 km de extensão será concluído.

Atualmente, 14 dos 22 trens foram entregues e o 15º está previsto para chegar em junho. O restante entrará em operação até 2017.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Integração entre VLT e lotações de São Vicente pode não ocorrer este ano

19/05/2016  - A Tribuna - Santos

São Vicente corre o risco de não conseguir cumprir até o final deste ano a integração do transporte público municipal com o sistema do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O alerta é dado pela própria Prefeitura, em razão do adiamento do prazo de renovação da frota de lotações. Inicialmente, essa mudança estava prevista para julho, mas uma lei aprovada pela Câmara Municipal estendeu o limite até 31 de dezembro próximo.

Como a intenção da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) é dar início à integração com as linhas municipais em novembro, a Secretaria Municipal de Transportes (Setrans) entende que não será possível atender plenamente aos padrões de adequações necessários para tal serviço. Para isso, segundo a Prefeitura, seria necessário que toda a frota fosse composta por micro-ônibus, o que não ocorre atualmente.

São três os motivos principais que sustentam esse receio. O primeiro é o fato de que o sistema ainda não conta com o chamado travamento das catracas. Ou seja, o cálculo de quantos bilhetes foram comercializados é feito por amostragem, o que impede uma definição exata sobre o valor da tarifa do transporte integrado, por exemplo. Essa questão também inviabilizaria o uso de um cartão único.

A segunda questão é uma exigência do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que a partir deste ano passará a exigir a acessibilidade dos veículos de transporte municipal. No caso de vans, nem todas possuem capacidade para atender tal cobrança, especialmente com os elevadores para cadeiras de rodas.

O último ponto é a necessidade de duas portas nos meios de transporte. Caso essa exigência não seja atendida, haverá formação de filas, pois quem está para descer e quem sobe no veículo precisam usar a mesma porta. Hoje, das 349 lotações da frota, 206 estão no padrão, ou seja, 59% dos veículos.

Obstáculo 

“Nós tínhamos um cronograma, uma intenção de padronizar toda a frota com micro-ônibus até o mês de julho. Depois, teríamos alguns meses para discutir valores das tarifas, itinerários e fazer os ajustes necessários. Mas essa lei complicou o nosso projeto e, hoje, há, sim, o risco de não conseguirmos cumprir a adequação para a integração até outubro”, comenta o chefe de gabinete da Setrans, Ricardo Nascimento.

O prefeito Luís Cláudio Bili (PR), em visita a A Tribuna, há uma semana, admitiu a preocupação da Prefeitura em relação à integração. “Nós precisamos dar acessibilidade, e as vans não têm catraca. Se o modal não estiver consolidado, não tem como fazer a integração com o VLT”, disse.

Bili afirmou que o Município entrou na Justiça com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei, apresentada pelo vereador Pedro Gouvêa (PMDB). “Estamos esperando uma liminar. Eles (donos de lotações) não podem reclamar dos prazos, porque foram informados e cobrados várias vezes. E continuamos orientando as associações para incentivarem a adequação”, completou.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Segundo trecho do VLT começará a ser construído em janeiro de 2017

06/05/2016 - G1

Evento aconteceu na manhã desta sexta-feira (6), em Santos.

Projeto abrange 13 novas estações do VLT em 8 km de extensão.

João Paulo de Castro

Do G1 Santos

Trecho "Conselheiro Nébias - Valongo" do VLT da Baixada Santista (Foto: Reprodução/EMTU)
Trecho Conselheiro Nébias - Valongo do VLT da Baixada Santista (Foto: Reprodução/EMTU)

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) apresentou, na manhã desta sexta-feira (6), o segundo trecho do projeto de obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Baixada Santista, denominado de "Conselheiro Nébias - Valongo". O esboço das obras foi mostrado durante um evento realizado no Museu Pelé, em Santos, no litoral de São Paulo.

O projeto para o segundo trecho de obras é que o VLT tenha 13 novas estações em 8 km de extensão. "A ideia é que tenhamos, neste novo projeto, um investimento de R$ 500 milhões", disse o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado, Clodoaldo Pericione.

Autoridades estiveram na apresentação do projeto do VLT (Foto: João Paulo de Castro/G1)
Autoridades estiveram na apresentação do projeto do VLT (Foto: João Paulo de Castro/G1)

A previsão é que o projeto apresentado nesta sexta-feira seja licitado até setembro e as obras comecem em janeiro de 2017. "Para não atrasar tanto (11 meses) como no primeiro trajeto, nós resolvemos fazer este evento e apresentar isso à população. Se tudo der certo, a ideia é que as obras terminem em dezembro de 2018", completou.

Clodoaldo Pelissioni, secretário dos Transportes Metropolitanos, esteve no evento (Foto: João Paulo de Castro/G1)
Clodoaldo Pelissioni, secretário dos Transportes Metropolitanos, esteve no evento (Foto: João Paulo de Castro/G1)

Ainda de acordo com o secretário, o Governo do Estado e a EMTU estudam realizar a terceira fase de obras na região, que ligaria o VLT ao bairro Samaritá, em São Vicente.

Estações inauguradas

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, inaugurou, na última semana, mais uma estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Ao todo, já são dez estações inauguradas.

A previsão é de que em junho o VLT esteja operando até a nova estação. Ao todo, 7km dos 11,5 km previstos já estão concluídos.

Desde o começo da operação-teste do VLT, mais 100 mil pessoas já utilizaram o sistema. O VLT atende, atualmente, a média diária de 1.750 usuários das 7h às 19h. Seis veículos circulam com intervalo de dez minutos entre as estações Mascarenhas de Moraes, em São Vicente, e Pinheiro Machado, em Santos.